Pulamos e entramos :)

 

especialdrogas

O ano eu acredito que seja 1979, local sala do cursinho Equipe Vestibulares, José Genoíno Prof.. de Historia do Brasil e Heródoto Barbeiro acho que professor de Historia Geral ….
Silmar meu amigo de farras falou hoje estréia o Filme Hair no Masp ….
Falei —- Vamos ?
Ele respondeu não estou afim …
Blz , mas eu vou
Convidei a Ângela , ela era filha de militar e com isso tinha RG, diferente que limpava a barra em qualquer problema .. ficava sem problema 🙂
Chegando no Masp a fila dava voltas e voltas para comprar entradas, fomos fumar um para passar o tempo … na volta informaram que estava limitado o numero de ingressos e já que nem estávamos na fila, não iríamos ver …..
Pensei vamos ver sim ….
Ângela vamos pular a escadaria nessa agente já pula na frente de quase um quarteirão de pessoas em filas …. pulamos e entramos ….
Filme Hair, achei um texto muito legal sobre esse filme no Rockontro , um texto de Paulo Fernandes que retrata bem bem legal o contexto deste musical :

CAETANO E CONTRACULTURA

A primeira vez que ouvi falar do musical “Hair” foi na música Tigresa de Caetano Veloso: “…ela me conta que era atriz e trabalhou no “Hair”…”.
Ícone da contracultura dos anos 1960 e da filosofia pacifista hippie a peça estreou em Nova Iorque em 1967. Época de contestação dos valores estabelecidos, de revolução da sexualidade e da experiência com drogas “comunitárias” como maconha e L.S.D. Todos esses elementos foram agregados a esta obra em forma de musical, e melhor: um musical-rock. Uma mensagem pacifista e libertária, com a cara da década de 1960, com excelentes e contagiantes músicas.

TRIBO DE HIPPIES

O enredo da peça conta história de uma tribo de hippies nova-iorquinos, liderados por Berger, que perambula pelas ruas da cidade experimentando “de tudo” e o contraponto formado por Claude: o rapaz em conflito sobre ir, pressionado pelos pais, ou não ir lutar no Vietnã, e Sheila: a estudante rica e ativista política.
A peça e as letras das músicas foram escritas pela dupla James Rado e Gerome Ragni, e musicadas por Galt McDermot. Várias músicas se tornaram sucessos independentemente da peça, caso de Aquarius, Good Morning Starshine e Let The Sunshine In.
Nos anos 1960 o cabelo (hair) comprido, tanto para mulheres quanto para homens, era uma forma de contestação aos padrões estabelecidos de “bons-costumes”.
NO BRASIL DO AI-5
Após sua estréia, e seu sucesso, em Nova Iorque, “Hair” foi montada em várias outras cidades dos EUA e da Europa. Chegou ao Brasil em 1969, logo após o endurecimento da Ditadura com a edição do AI-5, o que provocou uma longa negociação com a censura oficial até que pudesse ser montada.
O FILME DE MILOS FORMAN
Em 1979 estreou o filme “Hair”, baseado na peça, dirigido pelo direto tcheco Milos Forman com a maravilhosa coreografia de Twyla Tharp. Só então pude conhecer um pouco da mística e da força dessa história. Apesar da mudança de perfil de alguns personagens, principalmente Claude e Sheila, o filme foi um sucesso internacional.

0520217551.01.LZZZZZZZ Amanhã vamos ver Carlos Castaneda com Erva do Diabo , e o filme Barbarella, que na minha opinião é o ícone de um escritor drogado, um set drogado, acho que é a única conclusão que faço quando penso como aquilo foi criado  🙂

 

4 comentários sobre “Pulamos e entramos :)

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